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Campo Grande,19/06/2026

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Ouro recua ao menor patamar desde novembro em meio à expectativa de um Fed mais restritivo

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Ouro recua ao menor patamar desde novembro em meio à expectativa de um Fed mais restritivo


A perspectiva de taxas mais restritivas pelo Federal Reserve (Fed), e a consequente apreciação do dólar, continua a pressionar o ouro e leva o ativo ao menor valor desde novembro do ano passado nesta sexta-feira. O metal tem sido impactado, desde o início da guerra, pela perspectiva de preços de energia mais altos e pelas apostas de uma política monetária mais conservadora (“hawkish”), as quais foram ampliadas após a última decisão do banco central americano.

Os contratos futuros de ouro com entrega para agosto recuavam 1,73%, cotados a US$ 4.172,6 por onça-troy, na Comex, a divisão de metais da New York Mercantile Exchange (Nymex), próximo às 9h35 (horário de Brasília). As negociações contam com volumes reduzidos hoje, devido ao feriado de Juneteenth nos Estados Unidos.

Os investidores digerem mais um percalço na relação entre os Estados Unidos e o Irã após o cancelamento das negociações entre os países na Suíça. Israel manteve os ataques contra o Hezbollah, grupo apoiado por Teerã, no Líbano, sendo que a interrupção das hostilidades na região é uma das condições para avançar no acordo provisório. Ainda assim, a reação nos preços do petróleo é contida, visto que há sinais de maior circulação pelo Estreito de Ormuz.

O mercado continua ampliando as apostas por uma política monetária mais restritiva, e os futuros dos Fed Funds mostram que 68,8% dos palpites apontam para uma alta dos juros já na reunião de setembro, segundo os dados compilados pelo CME Group. Antes da última decisão de política monetária, as discussões estavam em torno de uma restrição apenas em dezembro.

O Citi manteve a projeção de preço para o outro nos próximos 12 meses inalterada, em US% 5 mil por onça-troy, em meio à expectativa de recuo nos preços de energia e de um Fed menos restrito do que o esperado pelo mercado. O cenário-base do banco é de que a autoridade monetária cortará as taxas três vezes neste ano.

“A perspectiva de médio prazo permanece positiva para o ouro, apoiada por uma demanda robusta não cíclica, decorrente de preocupações persistentes com dívida soberana e desvalorização monetária, sustentando a tendência de diversificação de reservas pelos bancos centrais e o aumento da fragmentação geopolítica”, avalia o Citi.




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