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Campo Grande,27/08/2026

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Eleições 2026 têm 406 candidatos que se declaram LGBTQIA+

g1.globo. com
Eleições 2026 têm 406 candidatos que se declaram LGBTQIA+ Bandeira LGBT — Foto: JL Rosa/SVM

As eleições de 2026 têm 406 candidatos que se autodeclararam LGBTQIA+. O número representa 2% do total dos concorrentes (20.575). Essas são as primeiras eleições gerais em que a Justiça pergunta essa informação no registro de candidaturas. As informações são do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

Dos candidatos registrados, 11.334 declararam a orientação sexual. Outros 9.241 (45%) não informaram. 10.928 (96,4%) se identificaram como heterossexuais. O 1º turno da eleição será em 4 de outubro e o 2º, se necessário, em 25 de outubro.

Um estudo publicado pela USP e pela Unesco, com base nos dados do IBGE, publicado em 2023, estima que 12% da população brasileira se identifica como LGBTQIA+.


🌈A sigla LGBTQIA+ é usada para representar diferentes orientações sexuais e identidades de gênero, como lésbicas, gays, bissexuais, pessoas trans, queer, intersexo e assexuais, entre outras.


O registro no TSE, porém, não garante que o candidato estará apto a disputar a eleição. A Justiça Eleitoral ainda analisa se cada nome cumpre os requisitos legais, e os pedidos podem ser contestados e gerar recursos.


Pelo calendário eleitoral, os registros devem ser julgados até 14 de setembro, 20 dias antes do primeiro turno, embora eventuais disputas judiciais possam continuar depois desse prazo.


Os dados dessa reportagem foram extraídos do sistema do TSE na manhã de 18 de agosto.


PT e PSOL concentram candidaturas LGBT+


O cruzamento dos dados de orientação sexual com os partidos mostra uma concentração maior de candidaturas LGBT+ em siglas de esquerda. PT e PSOL se destacam nos números absolutos, embora a liderança varie de acordo com a orientação sexual declarada.


Considerando apenas candidatos que se declararam gays ou lésbicas, o PT reúne o maior número, com 40 candidaturas — 21 gays e 19 lésbicas. O PSOL aparece logo atrás, com 39 — 32 gays e sete lésbicas. Na sequência estão PDT, com 23, e PSB, com 21.


O PSOL lidera isoladamente entre os candidatos gays: são 32 dos 134 registrados nessa categoria, ou 23,88%. Já entre as lésbicas, a maior concentração está no PT, com 19 das 86 candidatas, o equivalente a 22,09%.


Entre os bissexuais, o PSOL também aparece na primeira posição e com uma concentração ainda maior. Dos 150 candidatos que declararam essa orientação sexual, 51 são do partido, o equivalente a 34%. O PT aparece em segundo, com 27 (18%), seguido por UP, com 20 (13,33%), e PDT, com 13 (8,67%).


Partidos geralmente identificados com a direita ou centro-direita também registram candidaturas LGBT+, mas em números menores. O MDB soma 15 candidaturas entre bissexuais, gays e lésbicas; o Avante, 11; e o PSD, oito. O Novo tem seis candidaturas distribuídas entre assexuais, bissexuais, gays e lésbicas, enquanto Republicanos também soma seis. O PL registra cinco — quatro gays e uma lésbica.




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