Comissão aprova política para compra pública de alimentos perecíveis de pequenos produtores

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Campo Grande,07/11/2026

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Comissão aprova política para compra pública de alimentos perecíveis de pequenos produtores

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Comissão aprova política para compra pública de alimentos perecíveis de pequenos produtores


Bruno Spada / Câmara dos Deputados

Seminário: Implementação da Política Nacional de Minerais Críticos e Estratégicos (Lei 15.506/2026). Dep. Evair Vieira de Melo (REPUBLICANOS - ES)

Deputado Evair Vieira de Melo, relator do projeto de lei


A Comissão de Agricultura, Pecuária, Abastecimento e Desenvolvimento Rural da Câmara dos Deputados aprovou o Projeto de Lei 4809/25, que institui a Política Nacional de Compras Públicas de Produtos Perecíveis de Pequenos e Médios Produtores Rurais.


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A ideia é incentivar a venda direta de alimentos frescos ao governo federal, assegurar renda mínima aos agricultores e reduzir o desperdício de itens de rápida deterioração no campo.


De autoria do deputado Helder Salomão (PT-ES), o texto prevê que a política seja executada pelo Ministério do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar (MDA) em parceria com a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), atuando de forma integrada às ações do Programa de Aquisição de Alimentos (PAA).


Combate ao desperdício

O relator, deputado Evair Vieira de Melo (Republicanos-ES), recomendou a aprovação do texto. Ele destacou que a comercialização de itens perecíveis é um dos maiores desafios enfrentados pelos pequenos produtores.


"Sob a perspectiva agrária e produtiva, a proposta contribui para ampliar a inserção da agricultura familiar em mercados institucionais, mitigar riscos característicos da perecibilidade — que pressionam preços, elevam perdas e comprometem a renda — e aprimorar a coordenação entre oferta e demanda no abastecimento público", sustentou o parlamentar em seu parecer.


A medida abrange a aquisição de itens como frutas, hortaliças, legumes, laticínios, ovos, pescados locais e carnes de pequeno porte.


Os alimentos comprados pelo poder público deverão ser destinados prioritariamente a:



  • hospitais públicos e entidades filantrópicas;

  • creches e escolas da rede pública de ensino;

  • cozinhas comunitárias e bancos de alimentos;

  • programas emergenciais de distribuição de cestas básicas e de segurança alimentar.


O texto também atribui ao Executivo a definição dos critérios para fixar preços de compra (com base nos custos de produção e médias de mercado), cadastramento dos produtores, logística de transporte e armazenamento, além de ações de suporte técnico e capacitação digital para agricultores em áreas remotas.


Próximos passos

A proposição tramita em caráter conclusivo e será analisada pelas comissões de Finanças e Tributação; e de Constituição e Justiça e de Cidadania. Para virar lei, a proposta precisa ser aprovada pela Câmara e pelo Senado.


Saiba mais sobre a tramitação de projetos de lei




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