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Campo Grande,11/01/2026

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Turistas de MS Presos em Protestos na Bolívia e Esperam Liberação de Rodovia


Turistas de MS Presos em Protestos na Bolívia e Esperam Liberação de Rodovia Direto das ruas

Um grupo de oito brasileiros de Mato Grosso do Sul, que retornava de um mochilão pela América do Sul, permanece retido há mais de 24 horas em uma rodovia boliviana bloqueada por protestos populares, em meio a uma onda de manifestações que desafiam o governo de La Paz e impactam a circulação de pessoas e mercadorias no país vizinho.

Manifestantes nas rodovias e bloqueios em grande escala

Os viajantes — entre eles seis residentes de Campo Grande e duas pessoas de Dourados — tiveram seu itinerário interrompido quando a estrada que dá acesso à capital boliviana, La Paz, foi fechada por manifestantes agrários e camponeses em protesto contra políticas governamentais que resultaram em aumento substancial no preço dos combustíveis e em medidas econômicas controversas.

Os pontos de bloqueio se multiplicam em diferentes trechos das rodovias bolivianas desde o início dos protestos, que já contabilizam dezenas de interrupções ao longo de importantes eixos viários. A mobilização popular exige a revogação de decretos que extinguiram subsídios aos combustíveis, elevando drasticamente os preços da gasolina e do diesel — medida fortemente rejeitada por sindicatos, movimentos sociais e comunidades rurais do país.

Rotina interrompida e situação do grupo de MS

O grupo brasileiro, que viajava em ônibus desde Cusco, no Peru, até Campo Grande, tinha a rota bloqueada pela segunda vez em sequência, obrigando-os a permanecerem parados por mais de um dia em um local próximo a La Paz. Segundo relatos de uma das viajantes, as condições de espera foram desafiadoras: sem previsão de liberação da via, os integrantes passaram horas no veículo, com recursos limitados para alimentação e conforto, dependendo de apoios eventuais oferecidos por moradores da região.

A itinerância foi prejudicada sobretudo pela ausência de estrutura adequada ao longo da rodovia bloqueada: sem áreas de descanso ou pontos de apoio, os brasileiros e outros passageiros enfrentaram a rotina de espera em um cenário de isolamento logístico e incerteza sobre quando poderão retomar a viagem. Alguns viajantes estrangeiros chegaram a tentar prosseguir a pé, carregando malas e mochilas, numa tentativa de driblar o bloqueio e alcançar La Paz por vias alternativas.

Reivindicações e contexto dos protestos na Bolívia

Os atos nas estradas são parte de um movimento mais amplo que envolve sindicatos, organizações trabalhistas e comunidades rurais lideradas pela Central Operária Boliviana e apoiadores, que questionam duramente as políticas de ajuste do governo. Os manifestantes destacam que a eliminação dos subsídios aos combustíveis — um benefício vigente por quase duas décadas — elevou abruptamente o custo de vida e a inflação no país, gerando uma onda de descontentamento popular que se refletiu em bloqueios estratégicos por todo o território nacional.

As lideranças protestantes chegaram a rejeitar propostas do governo, como congelamento temporário de preços, e seguiram com assembleias e reuniões para definir posições mais duras contra as medidas econômicas. Essa postura contribuiu para a permanência dos pontos de interrupção de tráfego, sem data certa para desmobilização, à medida que as negociações entre governo e movimentos avançam de forma lenta e tensa.

Comunicação com autoridades brasileiras

O grupo tentou contato com o consulado brasileiro em La Paz e com a Embaixada do Brasil, mas foi informado de que intervenções diplomáticas diretas não estão sendo realizadas para desbloquear rodovias ou forçar a retomada das viagens. Tal posicionamento reflete a complexidade da situação, em que as autoridades diplomáticas reconhecem a soberania boliviana para gerir seus conflitos internos, apesar de orientarem e prestar suporte consular a cidadãos nacionais afetados por restrições de mobilidade devido aos protestos.

Solidariedade local e convivência durante a espera

Apesar da adversidade da situação, os viajantes brasileiros relataram que populares bolivianos demonstraram solidariedade, oferecendo alimentos e itens básicos que ajudaram a amenizar parte do desconforto causado pela longa espera na estrada. A interação entre turistas retidos e moradores locais refletiu um aspecto humano no meio do impasse: mesmo diante de um clima social tenso, cidadãos comuns procuraram estender ajuda aos estrangeiros presos no bloqueio.

Impactos e reflexão sobre mobilidade regional

O episódio põe em evidência como conflitos sociais em países vizinhos podem afetar significativamente a mobilidade transnacional, principalmente em regiões fronteiriças e rotas de turismo. Para os sul-mato-grossenses envolvidos, o plano de viagem transformou-se em uma experiência marcada pela imprevisibilidade e pela necessidade de adaptação a um contexto político e social instável, além de alertar outros viajantes para a importância de monitorar situações de protestos e bloqueios ao planejar trajetos internacionais.

















À medida que as rodovias permanecem bloqueadas e os manifestantes mantêm sua pressão sobre o governo boliviano, a possibilidade de resolução no curto prazo segue sem definição clara, deixando turistas e moradores locais em estado de expectativa quanto à retomada da normalidade nas principais vias de acesso. 




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