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Campo Grande,06/02/2026

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Aquidauana torna-se o 4º município de MS em estado de emergência por causa das chuvas


Aquidauana torna-se o 4º município de MS em estado de emergência por causa das chuvas Foto: Divulgação, Prefeitura de Aquidauana

A intensificação das chuvas em Mato Grosso do Sul nos últimos dias resultou em uma escalada preocupante de impactos socioambientais, com comunidades enfrentando alagamentos, elevação crítica do nível dos rios e prejuízos à infraestrutura urbana e rural. Nesta quinta-feira, o município de Aquidauana oficializou o decreto de situação de emergência, integrando uma lista que já soma quatro cidades do interior em resposta à adversidade climática — um movimento que evidencia a necessidade de mobilização institucional e resposta coordenada às adversidades meteorológicas que vêm afetando o Estado.

Contexto e cenário de emergência

O Decreto Municipal nº 017/2026 foi publicado pela Prefeitura de Aquidauana diante dos efeitos graves das chuvas que castigaram a região, provocando alagamentos em áreas urbanas e rurais, elevação do nível do Rio Aquidauana e transtornos à rotina da população local. A medida significa que o município reconhece oficialmente a existência de um quadro de anormalidade que ultrapassa a capacidade de resposta imediata da gestão local, autorizando a adoção de ações extraordinárias sob a coordenação da Defesa Civil Municipal e de órgãos parceiros.

Com o decreto, a administração municipal passa a ter maior flexibilidade na mobilização de recursos, articulação de equipes e implementação de medidas emergenciais para mitigar riscos, prestar socorro às famílias afetadas e iniciar o processo de recuperação dos danos causados pelo evento climático severo.

Quatro municípios em situação de emergência

Aquidauana agora se junta a Corguinho, Rio Negro e Coxim na lista de cidades sul-matogrossenses que já decretaram situação de emergência em decorrência das chuvas intensas — um indicativo claro de que o fenômeno meteorológico extrapolou níveis habituais e representa ameaça concreta à segurança e infraestrutura das localidades envolvidas.



  • Corguinho registrou volumes de chuva extraordinários nos últimos dias, com precipitações superiores à média histórica, afetando sistemas de drenagem e causando alagamentos e danos às vias públicas.




  • Rio Negro enfrentou queda de pontes, isolamento de comunidades e submersão de estruturas, deixando centenas de moradores em situação de vulnerabilidade.




  • Coxim também decretou emergência após registro significativo de chuva acumulada em curto período, com impactos em áreas urbanas e rurais.



Motivadores das declarações de emergência

O fator determinante para os decretos foi a combinação entre chuvas intensas e persistentes nos últimos dias, elevação dos níveis dos rios e alagamentos generalizados, que fragilizaram a capacidade de resposta normal das administrações locais. Em Aquidauana, por exemplo, o nível do rio ultrapassou as cotas de segurança monitoradas pelas estações hidrometeorológicas, exigindo atenção permanente das autoridades e de equipes de monitoramento técnico.

Esse tipo de leitura é realizado pelo Instituto de Meio Ambiente de Mato Grosso do Sul (Imasul) e integra o sistema de alerta às defesas civis municipais e estaduais, que vêm acompanhando as variações abruptas nos cursos d’água da região, como o Taquari e o Aquidauana — dois dos principais rios monitorados no Estado.

Mobilização institucional e atuação das defesas civis

O reconhecimento de situação de emergência habilita as prefeituras a adotarem providências que incluem:



  • Mobilização e coordenação integrada de equipes de resposta emergencial;




  • Deslocamento de recursos financeiros e humanos com maior agilidade;




  • Atendimento direto às famílias desalojadas ou afetadas;




  • Articulação com órgãos estaduais e federais para suporte adicional;




  • Dispensa de licitação em contratações emergenciais para obras e reparos urgentes.



A atuação conjunta também envolve a Defesa Civil Estadual, que monitora em tempo real a evolução dos impactos das chuvas, articula ajuda técnica e coordena o fluxo de informações entre municípios, Governo do Estado e, quando necessário, órgãos federais.

Impactos à população e infraestrutura

Em Rio Negro, por exemplo, aproximadamente 700 moradores ficaram isolados devido à queda de pontes e alagamentos que bloquearam acessos, evidenciando a intensidade da crise climática na região. Em Coxim, o volume acumulado em poucos dias superou os limites habituais e causou danos estruturais em bairros, estradas e áreas rurais. A soma desses efeitos reforça a magnitude dos transtornos que vêm sendo enfrentados pela população local, desde interrupções de circulação até prejuízos materiais diretos.

Desafios climáticos e previsão de continuidade

Especialistas em meteorologia alertam que episódios dessa natureza podem persistir enquanto os padrões de chuva intensa se mantiverem, aumentando a necessidade de monitoramento contínuo, alertas antecipados e planos de contingência eficientes. A mobilização de equipes de serviços públicos e voluntários é crucial para enfrentar picos de eventos extremos e proteger vidas, sobretudo em regiões onde a malha urbana e rural tem vulnerabilidades estruturalmente expostas a enchentes e inundações.

Reflexão sobre governança e resiliência

Os decretos de situação de emergência em quatro municípios de Mato Grosso do Sul refletem não apenas a gravidade dos impactos imediatos, mas também a urgência de políticas públicas estruturadas voltadas à resiliência climática, planejamento urbano adaptativo e infraestrutura de drenagem adequada, capazes de mitigar as consequências de eventos hidrometeorológicos extremos.

A mobilização atual das prefeituras, Defesa Civil e órgãos técnicos representa um esforço coordenado para enfrentar a crise, mas também enfatiza a necessidade de investimentos contínuos em prevenção, capacidade de resposta e suporte às comunidades mais vulneráveis, de modo a reduzir a frequência e severidade dos transtornos causados por chuvas extraordinárias no Estado.

Perspectivas e próximos passos

Com os decretos em vigor, os municípios agora habilitados a responder emergencialmente aos efeitos das chuvas poderão acelerar a tomada de ações práticas para reparar danos, reconstruir infraestrutura prejudicada e apoiar famílias afetadas — sempre com o suporte técnico especializado e articulação intergovernamental para maximizar a eficácia das intervenções e minimizar o sofrimento das populações impactadas.
























A continuidade do monitoramento, a atuação coordenada entre esferas de governo e a comunicação com a sociedade civil serão determinantes para que a situação de emergência seja administrada com eficiência, transparência e foco na proteção de vidas, propriedades e meios de subsistência nos municípios afetados pelo fenômeno climático atípico no interior de Mato Grosso do Sul.




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