Trump vai à ONU pressionado por guerras e eleição e isolado de aliados
Em Nova York, presidente dos EUA se encontra com líderes europeus que critica enquanto se prepara receber líder chinês na Casa Branca
Donald Trump durante discurso na Assembleia Geral da ONU • UN Photo A participação do presidente norte-americano, Donald Trump, na Assembleia Geral da ONU deste ano acontece em meio ao afastamento de aliados tradicionais dos Estados Unidos e temores de um conflito mais amplo na Europa.
O presidente dos EUA discursa na terça-feira (22) logo depois do presidente Lula; o líder brasileiro abre a semana de discussões de alto nível da Assembleia Geral, uma tradição que reconhece as contribuições do Brasil à ONU e ao multilateralismo. Em seguida, é a vez do líder norte-americano.
Em 2025, Trump fez duras críticas e questionou o papel da organização. Também reclamou da infraestrutura da sede da ONU em Nova York, com problemas no teleprompter e na escada rolante.
Ele ainda deve aproveitar a semana em Nova York para se reunir com o presidente francês, Emmanuel Macron, e o novo primeiro-ministro britânico, Andy Burnham - será o primeiro encontro entre os dois. Reuniões que devem ser marcadas por esforços dos europeus para a reaproximação de Trump.
Política interna
Neste ano, a Assembleia Geral da ONU também acontece às vésperas das eleições de meio de mandato nos EUA, em que estão em jogo toda a Câmara dos Deputados e um terço dos assentos no Senado. Pesquisas mostram que, com a baixa aprovação do governo Trump, republicanos tendem a perder assentos.
Em meio às tensões do partido, Donald Trump se reúne com republicanos em Nova York. A agenda também inclui uma visita ao prefeito da cidade, o democrata Zohran Mamdani, com quem Trump tem mantido uma relação cordial apesar das diferenças políticas gritantes entre os dois.
Até o momento, não há nenhum encontro bilateral previsto entre Lula e Trump.Neste ano, o discurso deve abordar principalmente a guerra no Irã, com a assembleia servindo como um palco em que Trump pode defender suas ações no conflito que gerou uma crise global de combustíveis e fez sua aprovação nos EUA despencar.



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