Trump diz que falará com Putin sobre morte por peste pneumônica na Rússia

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse que pretende conversar em breve com o seu homólogo russo, Vladimir Putin, sobre a morte de uma funcionária de um instituto de pesquisa sobre peste na Sibéria, caso que levou Washington e a Organização Mundial da Saúde (OMS) a cobrarem mais informações de Moscou.
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“Até agora, estamos mantendo discussões muito aprofundadas”, afirmou Trump. O chefe da Casa Branca acrescentou que poderá dar informações sobre suas conversas com Putin “provavelmente” na quinta-feira. O Kremlin, porém, disse que nenhuma ligação entre os dois líderes estava marcada.
Autoridades russas afirmam que investigam a causa da morte de Darya Shipilova, de 28 anos, funcionária do Instituto Antipeste da Sibéria e do Extremo Oriente. Moscou não confirmou até o momento relatos de que ela teria contraído peste pneumônica e afirma que “não há riscos de epidemia para a população”.
Na terça-feira, o secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, afirmou que a Rússia deveria compartilhar sobre a morte da trabalhadora. “Eu acho que recai sobre a Rússia o compartilhamento de mais informação com o mundo”, disse a repórteres durante visita à Islândia. “Estamos acompanhando isso muito de perto, hora a hora.”
Rubio acrescentou que Washington poderia contribuir com a Rússia caso a situação se tornasse mais séria.
Segundo informações da BBC, os EUA enviaram uma mensagem diplomática formal à Rússia solicitando informações adicionais O porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, afirmou, entretanto, não ter conhecimento do pedido e acusou a imprensa de divulgar “informações falsas” sobre o caso.
A Organização Mundial da Saúde (OMS) também pediu mais transparência a Moscou. O diretor-geral da entidade, Tedros Adhanom Ghebreyesus, afirmou em publicação na rede social X que o compartilhamento “oportuno, completo e transparente” de informações é necessário para esclarecer relatos conflitantes e avaliar eventuais riscos à saúde pública.
O caso provocou preocupação depois que quase 200 pessoas foram inicialmente colocadas sob observação na região de Irkutsk na sexta-feira da semana passada. A agência de vigilância sanitária russa, Rospotrebnadzor, afirmou posteriormente que mais de 90% das pessoas que tiveram contato com Shipilova já concluíram o acompanhamento médico sem que fossem detectados problemas associados a doenças infecciosas.
Shipilova teria acontecido poucos dias antes de sexta-feira. De acordo com relatos não confirmados aos quais a BBC teve acesso, ela teria adoecido depois de quebrar um tubo de ensaio contendo o patógeno no instituto onde trabalhava ou após uma viagem de campo a uma região onde a peste ocorre naturalmente entre roedores selvagens.
As autoridades russas se limitaram a dizer apenas que ela morreu de uma “pneumonia de etiologia indeterminada” e que exames não detectaram microrganismos relacionados à sua atividade profissional.
Conforme a OMS, a peste pneumônica pode ser fatal se não for diagnosticada e tratada precocemente. A bactéria que causa a peste pode ser transmitida por picadas de pulgas infectadas, contato com fluidos corporais ou materiais contaminados e inalação de partículas respiratórias.
Falta de ar e tosse, muitas vezes com catarro com sangue, estão entre os sintomas da doença.
Vista do hospital Shelekov, especializado em doenças infecciosas, na região de Irkutsk, Sibéria
Reuters/Stringer



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