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Campo Grande,23/10/2026

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Projeto cria política de saúde mental na educação básica

camara.leg.br
Projeto cria política de saúde mental na educação básica


Kayo Magalhães / Câmara dos Deputados

Reunião de Líderes. Dep. Renata Abreu (PODE-SP)

Renata Abreu: redes de ensino estão desamparadas na identificação precoce de sofrimento emocional


O Projeto de Lei 3118/26 institui a Política Nacional de Saúde Mental, Desenvolvimento Socioemocional e Projeto de Vida na Educação Básica.


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O objetivo é promover o desenvolvimento integral dos estudantes, fortalecer fatores de proteção e prevenir situações de sofrimento psíquico, como bullying, cyberbullying e automutilação nas escolas.


A proposta foi apresentada pela deputada Renata Abreu (Pode-SP) e está em análise na Câmara dos Deputados.


“O cenário educacional brasileiro enfrenta um desafio que transcende o conteúdo programático tradicional”, justifica a parlamentar. “A ausência de uma política nacional coordenada resulta em ações isoladas e descontinuadas, deixando redes de ensino desamparadas no manejo de conflitos e na identificação precoce de sofrimento emocional.”


Ações

O texto prevê que os sistemas de ensino desenvolvam:



  • programas permanentes de educação emocional;

  • iniciativas de prevenção à violência; e

  • estratégias para aproximação entre escola e família.


Também está prevista a formação continuada de educadores para a identificação precoce de quadros de sofrimento emocional e o posterior encaminhamento dos casos a serviços especializados. O Ministério da Educação poderá elaborar guias, protocolos e materiais pedagógicos para apoiar as redes de ensino.


A proposta altera a  Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDB) para estabelecer expressamente que a educação básica promoverá o desenvolvimento integral do estudante em suas dimensões cognitiva, socioemocional, física, ética e cidadã.


Financiamento

Para custear as medidas, o projeto estabelece fontes de financiamento que incluem:



  • dotações orçamentárias próprias;

  • recursos do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE);

  • transferências voluntárias; e

  • 1% da arrecadação da União proveniente de apostas de quota fixa.


A verba será direcionada prioritariamente para a formação de profissionais, a elaboração de material pedagógico e o apoio técnico aos sistemas de ensino.


Monitoramento

A proposta cria ainda o Sistema Nacional de Monitoramento do Bem-Estar e Desenvolvimento Integral dos Estudantes; e o Índice Nacional de Bem-Estar e Desenvolvimento Integral dos Estudantes (INBDI).


O Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) ficará responsável por calcular o índice e publicar relatórios nacionais a cada dois anos.


O indicador avaliará fatores como:



  • o sentimento de pertencimento;

  • a percepção de segurança;

  • a incidência de violência escolar; e

  • a qualidade das relações na comunidade escolar.


O projeto proíbe o uso do índice para punição, ranking individual de estudantes ou qualquer forma de discriminação.


Renata Abreu diz que o investimento em aspectos socioemocionais traz reflexos amplos para o país. “Não se trata apenas de educação, mas de um projeto de nação que visa reduzir a violência escolar e promover a cidadania ética no século 21”, afirma.


Tramitação

O projeto tramita em caráter conclusivo e será analisado pelas seguintes comissões da Câmara:



  • Saúde;

  • Educação;

  • Finanças e Tributação; e

  • Constituição e Justiça e de Cidadania.


Para virar lei, a proposta precisa ser aprovada pelos deputados e pelos senadores.


Saiba mais sobre a tramitação de projetos de lei


 



 


 




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